Já ouviu falar em hiperadrenocorticismo?

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Já ouviu falar em hiperadrenocorticismo? 05 de maio de 2020

Também conhecida como síndrome de cushing, é uma doença que acomete principalmente cães, acima de 7 anos e de raças pequenas. Essa doença se dá pelo excesso de produção de um hormônio chamado cortisol.

A doença pode acontecer principalmente por dois motivos:

1) Tumor na adrenal: as adrenais são duas glândulas que produzem vários hormônios, e entre eles o cortisol. Um tumor nessa glândula, mesmo sendo benigno (não é câncer), mas pode aumentar a produção do cortisol. Normalmente, o tumor acomete apenas uma das glândulas e pode ser visualizado através de ultrassonografia abdominal.

2) Tumor na hipófise: a hipófise é uma pequena glândula que fica na base do cérebro e funciona como uma reguladora de outras glândulas (inclusive as adrenais), uma espécie de chefe. O tumor na hipófise na maioria das vezes é pequeno e benigno, mas estimula as adrenais produzirem cada vez mais cortisol.

O cortisol é um hormônio que tem muitas funções no organismo e por esse motivo, quando está em excesso, os sintomas são variados. Os mais comuns são: aumento da sede e da produção e urina, problemas de pele e falhas na pelagem, obesidade, aumento do volume abdominal (barriguinha) e cansaço.

Além disso, o excesso desse hormônio gera muitas alterações em exames. É frequente o aumento de enzimas do fígado, aumento de colesterol e triglicerídeos, aumento da pressão arterial e aumento de plaquetas. A síndrome de Cushing também pode provocar diabetes mellitus.

Para diagnosticar a doença, devem ser feitos exames hormonais específicos. O teste de supressão por baixa dose de dexametasona e o teste de estimulação pelo ACTH são os mais solicitados.

Após o diagnóstico o tratamento pode ser feito com medicamentos ou até mesmo cirurgia. A doença requer tratamento e acompanhamento veterinário por toda a vida.

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