Meu animal está idoso e agora?

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Meu animal está idoso e agora? 07 de agosto de 2020

Quando um pet se torna um animal idoso? Você saberia dizer?

Por Dra. Raquel Calixto

Muitas pessoas se convencem de que a partir de sete anos de idade um cão ou um gato já é um idoso. Todavia a literatura determina classificações segundo a idade do bichano. Os pets que possuem menos de 12 meses são considerados filhotes (e creio que a maioria já sabe dessa informação). A partir de um ano até seis anos, eles são considerados adultos jovens. Quando atingem sete anos entram na fase de adultos maduros até os dez anos. E entre 11 e 15 anos é onde são realmente considerados idosos. E depois dos 15 aninhos?! Então, eles avançam para fase geriátrica!

Os animais idosos e também os geriátricos necessitam de cuidados especiais. Há determinadas patologias que se desenvolvem de forma silenciosa e podem acarretar em redução progressiva e dramática na qualidade e na expectativa de vida deles. Nessas duas fases (senil e geriátrica) são necessárias mais idas ao veterinário para realização de checkups e detecção precoce de doenças que muitas vezes são crônicas, mas possuem tratamento. Esses checkups são indicados a cada seis meses para aqueles que estão clinicamente saudáveis.

Problemas muito comuns e nem sempre tão evidentes podem estar relacionados a alterações cardíaca, articulares e dentárias, por exemplo. A espécie felina é famosa por disfarçar sintomas, o gato é conhecido por ser estoico, o “mestre do disfarce”. Uma cardiopatia em um gato será sempre silenciosa até o momento da emergência, onde pode demonstrar dificuldade respiratória por edema pulmonar ou acúmulo de líquido no tórax, ou mesmo paralisia súbita de membros por tromboembolismo aórtico. O cão cardiopata já apresenta sinais sem descompensação propriamente, é a conhecida tosse do cardiopata, mas isso não ocorre nos gatos. O fato é que para o gato cardiopata a emergência poderia ser evitada se o problema cardíaco fosse precocemente diagnosticado e tratado.

A doença articular degenerativa (DAD) é uma grande preocupação dos veterinários, pois a maior parte dos cães e gatos idosos têm “artrose”. E de novo, os gatos raramente apresentam sintomas evidentes como claudicação ou dificuldade em caminhar. Muitos deles caminham de forma mais vagarosa, ou ensaiam tentativas antes de subir nos móveis ou mesmo pedem ajuda, podem demorar para se levantar ou deitar. Sinais muito sutis, os quais são interpretados pelos seus tutores como “coisa de velho”. É sim, mas a DAD é extremamente dolorosa e é progressiva e, essa dor precisa ser diagnosticada e controlada para dar maior qualidade de vida aos bichanos.

Outro processo muito comum visto nos animais senis e geriátricos são os problemas dentários. As periodontites são patologias também relacionadas a muita dor e assim como a DAD é uma dor crônica, a qual o animal se adapta na maioria das vezes. Todavia, há um outro processo muito importante envolvido, a infeção bacteriana, e ela pode trazer consequências ainda piores para o bichano.

Portanto, os animais idosos necessitam de cuidados específicos, adaptações na residência para facilitar acesso aos recursos (água, comida, local de descanso, local do “banheiro” etc.), minimizar os desconfortos físicos e melhorar o bem-estar do velhinho. Com esse intuito é os velhinhos precisam de uma atenção maior e de cuidados veterinários mais frequentes. E você? Tem um velhinho em casa?

 

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